Você está aqui: Página Inicial > Assuntos > Assuntos Internacionais > Notícias > Projetos de infraestrutura não devem agravar desigualdades regionais

Notícias

Projetos de infraestrutura não devem agravar desigualdades regionais

Análise foi apresentada por palestrante em seminário promovido pelo Planejamento

publicado:  19/05/2016 20h36, última modificação:  19/05/2016 21h02
 
 
O seminário ‘Projetos de infraestrutura e seus impactos sobre as desigualdades regionais’, realizado pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Seain/MP), recebeu a consultora em engenharia territorial Yaeko Yamashida para a palestra de abertura na manhã desta quinta-feira (19).

Foto:Gleice Mere/Ministério do Planejamento 
 
A especialista defendeu que os projetos de desenvolvimento em infraestrutura, especialmente na área de transportes, devem ser feitos pensando não apenas em localidades onde já existem empreendimentos e levando em consideração os potenciais territoriais de cada localidade. “Nosso modelo de infraestrutura de transportes é de eliminação de gargalos. Precisamos ter um planejamento mais estratégico para que esse modelo não fortaleça localidades que já são fortes, gerando desigualdades”, explicou.
 
Para Yamashida o Estado deve funcionar como “orquestrador das ações do setor privado”, garantindo que obras e investimentos em transportes cheguem também em localidades onde o fluxo de veículos e mercadorias por si só não garantiria retorno financeiro para as empresas.
 
Para a palestrante, a experiência internacional mostra que mesmo em localidades com marcos legais seguros e estabilidade política, o setor privado não supre mais do que 10% das necessidades de investimento privado.
 
Financiamento
 
O secretário adjunto de Assuntos Internacionais, Flávio Corrêa, destacou que um dos desafios para os investimentos em infraestrutura é definir as novas formas de financiamento. “Financiamento de projetos de 30 anos ficam muito difíceis de se ter viabilidade econômica e financeira porque os bancos não olham mais somente se o projeto é viável, mas olham se o custo de alocar capital para aquele projeto é uma boa alternativa” avaliou. Para o secretário, é necessário encontrar alternativas dentro do sistema bancário para tornar esses financiamentos viáveis.