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Juros cairão no momento certo, diz Mantega - 03/06/2003

publicado:  07/04/2015 11h27, última modificação:  07/04/2015 11h27

Brasília, 03/06/2003 - A queda dos juros não depende do governo, depende a reação da economia, dos preços, e cairão no momento certo, disse o Ministro do Planejamento, Guido Mantega, em entrevista concedida antes de proferir palestra aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento sobre o PPA. Segundo o ministro, a taxa de juros tem mostrado eficácia, tanto que a inflação está baixando.

"Daqui a pouco esta polêmica estará superada porque a inflação vai estar debelada e aí não importa muito se é de demanda, de consumo, ou seja lá o que for. Aí o crédito vai voltar, vamos esquecer esta polêmica e vamos começar a discutir o crescimento, no desenvolvimento, nas bases para o desenvolvimento do país", afirmou o Ministro.

Segundo o Ministro a discussão dos juros tem uma parte técnica e uma parte política. É técnica quando o Banco Central toma a decisão de alterar ou não a taxa Selic a partir de uma análise das condições da inflação, das pressões inflacionárias, porque tem uma meta de inflação a cumprir, meta esta que é definida pelo Conselho Monetário Nacional e o Banco Central tem que obedecer a meta. Assim, toma as medidas necessárias em termos de taxa de juros.

Mantega destacou que existe uma decisão de política monetária que é tomada a nível do Conselho Monetário Nacional que estabelece as diretrizes gerais de política monetária, inclusive as metas de inflação a serem seguidas pelo Banco Central. Portanto, o Banco Central toma decisões técnicas baseadas nas orientações definidas pelo CMN.

 

O Ministro do Planejamento comentou ainda a discussão que vem sendo feita em vários setores do governo e da sociedade sobre a questão da taxa SELIC e do spread bancário. Segundo o Ministro, a formação do spread bancário é de conhecimento de todos, do Banco Central e o custo básico de captação é de 26,5%, a margem de lucro é grande, além de colocar uma margem excessivamente exagerada de inadimplência para justificar a cobrança de tão grande spread. Isso pode ser reduzido, garantiu o Ministro do Planejamento.

 

"Nós podemos também aumentar a competitividade do setor financeiro brasileiro que é muito concentrado, tem pouca competição entre si. Precisamos ter mais crédito mais instituições e cooperativas de crédito como existem na Alemanha e em outros países para que possam competir com os bancos privados", disse o Ministro.